OPINIÃO: FLOYD PATTERSON

Minha visão sobre Floyd mudou com o passar dos anos. Hoje, eu o considero um lutador extremamente complexo e multifacetado.
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais

Meu primeiro contato com Floyd Patterson se deu no início dos anos 90, graças à um jogo de Mega Drive intitulado “Greatest Heavyweights”, em que você poderia escolher alguns dos grandes campeões dos Pesos-Pesados da história. Aliás, foi por causa desse jogo que tomei conhecimento não só de Patterson, mas de Jack Dempsey, Joe Frazier, Joe Louis e Larry Holmes. Rocky Marciano, Muhammad Ali e Evander Holyfield, que eram os demais pugilistas disponíveis para escolha eu já conhecia. Então, tenho um carinho bem grande por esse jogo, numa época sem internet, ele foi uma grande fonte de informações.

Também me lembro que tempos depois, já adulto, conheci mais sobre Floyd lendo as biografias de Muhammad Ali. Como eles se enfrentaram 2 vezes e tiveram tantos rivais em comum era normal que esses livros citassem Patterson, até porque o relacionamento entre os dois ia muito além dos ringues, com Muhammad Ali sempre foi assim, as lutas transcendiam em muito o que acontecia dentro do quadrilátero.

Mas ao ler esses livros, a imagem que construí sobre Floyd não era muito “positiva”, por assim dizer. É claro que se tratando da vida de Ali, qualquer outro pugilista ficaria ofuscado, mas saber de algumas particularidades sobre a personalidade de Floyd me deixou bem surpreso. Principalmente sobre a forma como Patterson lidava com o medo e a vergonha, e principalmente como ele era honesto e transparente ao declarar publicamente como se sentia! Confesso que durante algum tempo me deixei contaminar por essas informações, e assim não nutria muito respeito por Floyd.

Mas aí, apareceu o bendito Youtube.

Resolvi assistir às lutas de Floyd. E mudei minha visão!

O que vi foi um pugilista com um excelente trabalho de pés, mãos rápidas e dono de um inusitado golpe (Gazelle Punch) que quando acertava o alvo era nocaute! Passei a ser um admirador do estilo de Patterson. Suas lutas são muito agradáveis de se ver. Sua trilogia com Ingemar Johansson é incrível. O combate com Archie Moore foi sensacional. Floyd também foi claramente garfado contra Jimmy Ellis (ele poderia ter se tornado tricampeão mundial naquela luta! Antes de Muhammad Ali).

Patterson e Ingemar Johansson: uma trilogia incrível.

Floyd carrega todo um “pacote” com ele. Era dotado de uma excelente técnica. Mas em compensação, seu temperamento muitas vezes não o ajudava. Como o próprio D’amato declarou: “ele tem um coração muito bom. É muito amável com os rivais.” Sem dúvida uma virtude, mas que no boxe não ajudou Patterson.

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