Documentário

RESENHA DO DOCUMENTÁRIO TYSON (2008)

Autor / Diretor / Produtor: James Toback
Ano de Lançamento: 2008
Mike por Mike. Sincero, autêntico e angustiante. Um retrato humanizado daquele que foi um dos maiores fenômenos dentro dos ringues.

NOTA

8,0
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais

NOTA

8,0
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais

Esse documentário é anterior ao livro autobiográfico de Tyson, mas assim como no livro, nessa película podemos ver Mike falando sobre Mike. Sincero, honesto e muitas vezes envergonhado.

O registro inclui cenas de Tyson falando sobre sua vida sentado na sala de sua mansão entremeado com cenas de suas lutas e declarações do próprio enquanto ainda lutava. O que se torna um excelente contraponto. Já que podemos ver os vídeos dele com Cus D’amato, inclusive a histórica entrevista em que Cus diz que Tyson era o motivo dele estar vivo, e um atônito e visivelmente sem graça Tyson adolescente, quase inocente se podemos utilizar esse termo. É interessante notar a emoção de Mike ao falar de seu grande mentor, aquele que transformou um jovem delinquente numa das maiores figuras do Boxe de todos os tempos. Aliás, é sempre muito bom ouvir Tyson falar qualquer coisa sobre seu mentor. A passagem dos anos fez com que ele ampliasse dramaticamente sua percepção sobre a enorme gama de ensinamentos que D’amato procurou incutir nele durante aqueles 5 anos de convivência íntima. (Como eu gostaria que o livro que Tyson lançou falando sobre sua relação com Cus fosse lançado aqui...)

O filme prossegue com Mike pontuando as passagens mais marcantes de sua carreira: a conquista do primeiro cinturão contra Trevor Berbick, a unificação dos títulos, o casamento tumultuado e precoce com Robin Givens, sua inesperada derrota para Buster Douglas, a acusação de estupro (que ele jura com unhas e dentes que não cometeu), passando pela prisão, retorno e o encerramento da carreira. Tudo isso com a maior serenidade possível. E também com muito auto depreciação, muita vergonha. Quem já leu sua autobiografia sabe que essa é uma tônica na vida de Tyson, porém no livro você ainda consegue sentir uma ponta cômica em muito desses comentários, mas nesse documentário isso não acontece. É pesado, denso, suas confissões trazem muita angústia. Talvez, pela época em foi produzida a película, 2008, já que Tyson ainda não era casado com sua atual esposa “Kiki”, pois ao ler o livro, se percebe como ela fez bem para a vida de Mike. Você só sente Tyson mais leve ao falar sobre seus filhos.  O que também nos traz um certo alívio. Afinal, aprendemos a amar Mike. Acredito que assim como eu, quem cresceu assistindo suas lutas deve ter aquele desejo que ele encontre paz e tranquilidade em sua vida.

Um bom registro. Indicado para todos os amantes do Boxe e fãs do Iron Mike.

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