Livro

RESENHA DO LIVRO SEM NUNCA JOGAR A TOALHA

Uma leitura leve e bem humorada sobre um dos mais emblemáticos lutadores de todos os tempos.

NOTA

7,0
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais

NOTA

7,0
Antonio Carlos Novais
Por Antonio Carlos Novais

Poucos foram os livros lançados sobre boxe aqui no Brasil. Nesse livro “Sem nunca jogar a toalha” o Big George Foreman faz um apanhado da sua vida, desde sua infância pobre até o momento em que se torna campeão dos pesados pela segunda vez aos 45 anos de idade.

O relato não funciona exatamente como uma biografia, no sentido de narrar cronologicamente e em detalhes a sua trajetória, a preocupação dele é mostrar ao leitor como sua vida mudou após o combate que teve com Jimmy Young, em que uma forte experiência espiritual ocorrida ainda no vestiário pós luta o converteu ao cristianismo e o fez abandonar o boxe com 28 anos de idade e pouco tempo depois abrir sua própria igreja e se tornar pastor. Sendo assim, cada capítulo relata uma passagem da sua vida e ao final uma lição sobre o que ele aprendeu com aquilo. É quase como se fosse um sermão do Pastor George. Sempre bem humorado e numa linguagem o mais simples possível Foreman nos passa sua visão de mundo e em certos momentos também mostra muita sinceridade ao nos confidenciar sua forma de pensar antes da conversão, o que resulta em momentos hilários, como no capítulo em que ele diz que quando era campeão, pensou seriamente em contratar um pistoleiro para matar seus desafetos, mas desistiu da ideia por achar que se fizesse isso, todos saberiam que ele era o mandante. 

Pra mim, a parte mais interessante foi saber os detalhes da sua volta aos ringues aos 37 anos. Como foi difícil retomar os treinamentos, perder peso e lidar com a desconfiança de todos ao seu redor por voltar a lutar após tanto tempo de inatividade, e também ver como a conversão mudou radicalmente sua forma de lidar com os adversários dentro do ringue.

Ele também fala sobre como surgiu a oportunidade de vender os seus famosos grills, (inclusive tenho amigos que se assustaram quando souberam que o “tiozão” do grill foi um dos maiores boxeadores de todos os tempos). 

Apesar de não ser um livro essencialmente de boxe, vale muito a leitura, que é leve, bem-humorada e nos ajuda a conhecer melhor essa figura tão carismática do boxe mundial.

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